Julho/2013
Marcelo Garcia | Ciência Hoje Doenças endêmicas como malária, dengue e leishmaniose ainda representam enormes problemas de saúde pública no Brasil. Vencer esses desafios é passo fundamental para começar a construir um país mais saudável. O tema da 65ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) foi ‘Ciência para um novo Brasil’. Qualquer nação renovada, no entanto, precisa superar um passado indesejável – foi o que mostraram os participantes de uma mesa-redonda que debateu os desafios de eliminar algumas doenças endêmicas persistentes no país, como malária, dengue e leishmaniose. Mais do que isso, na discussão sobre um novo país parece ser fundamental a orientação de nossas políticas públicas a partir do conhecimento e não de interesses políticos que lancem mão de interpretações enviesadas da ciência. Além de serem doenças tropicais negligenciadas transmitidas por mosquitos e problemas complicados de se combater no Brasil, as três doenças têm mais um ponto em comum: matam de forma similar “sangrando”, nas palavras do médico e epidemiologista Carlos Henrique Costa, da Universidade Federal do Piauí. A persistência de cada uma está relacionada a fatores específicos de seus vetores e patógenos, mas também a questões sistêmicas da gestão da saúde brasileira. A malária no Brasil encontra-se praticamente restrita à Amazônia, que registrou quase todos os 240 mil casos do último ano. A entomóloga Camila Damasceno, da coordenação geral do Programa Nacional de Prevenção e Controle da Malária, destacou o desafio de lidar com questões que vão da falta de agilidade do diagnóstico até o controle vetorial. “Manter uma rede de tratamento e controle representa enorme esforço de campo, o acesso é complicado, há falta de pessoal capacitado”, avaliou. “Mesmo com o teste rápido, sem microscopia, só conseguimos diagnósticos em menos de 48h em 40% dos casos, em média.” Conferir aqui a matéria completa Fonte: Ciência Hoje
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Para superar o passado
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