Dezembro/2014
Na época de Cristo, os romanos mantinham peixes vivos em tanques artificiais de mármore em suas casas como símbolo de status social, além de objeto decorativo. A partir do ano 50 do século I, em Roma, Pompeia e Herculano, painéis de vidro foram colocados nas laterais de alguns tanques, o que permitiu a visualização lateral dos animais, em vez de apenas por cima. O termo “aquário” como forma de designar o reservatório de água com animais marinhos foi adotado no século XIX. Ele surge, especialmente, como ferramenta científica, mas na segunda metade da década de 1850 percebe-se seu potencial de entretenimento. Diversos aquários então são abertos em diferentes países da Europa.


Há, também, em exposição, uma área dedicada ao lixo coletado nas praias locais. A musealização do aquário visa ensinar e divulgar conteúdos ligados à zoologia, ecologia e conservação.
Os mecanismos usados pelo Aquário de Ubatuba para promover a educação e a comunicação com o público, a importância de estudos que estimulem a análise educacional dos aquários e dados de uma pesquisa qualitativa são tratados no artigo O mar no museu: um olhar sobre a educação nos aquários, de Maurício de Mattos Salgado, da Faculdade de São Paulo/União das Instituições Educacionais do Estado de São Paulo, e Martha Marandino, da Faculdade de Educação da USP, publicado na edição Oceanos e mares: histórias, ciências e políticas de História, Ciências, Saúde – Manguinhos (vol.21 no.3 , jul./set. 2014). O artigo discute o papel educativo dos aquários e discute a musealização deste espaço com o objetivo de divulgar conteúdos ligados à zoologia, ecologia e conservação. Antes, porém, os autores se debruçam sobre a constituição dos aquários ao longo da história. Leia em HCS-Manguinhos: O mar no museu: um olhar sobre a educação nos aquários, artigo de Maurício de Mattos Salgado e Martha Marandino Edição Oceanos e mares: histórias, ciências e políticas (vol.21 no.3 , jul./set. 2014). E ainda, sobre museus: Salgado, Maurício de Mattos and Marandino, Martha O mar no museu: um olhar sobre a educação nos aquários. Hist. cienc. saude-Manguinhos, Set 2014, vol.21, no.3, p.867-882. ISSN 0104-5970 Rangel, Marcio. Os museus de história natural como espaço de construção do saber. Hist. cienc. saude-Manguinhos, 2010, vol.17, no.3, p.845-848. ISSN 0104-5970 Possik, Patricia Abrao et al. Você já comeu DNA hoje? Divulgação científica durante a Semana da Ciência e Tecnologia no Brasil. Hist. cienc. saude-Manguinhos, Nov 2013, vol.20, suppl.1, p.1353-1362. ISSN 0104-5970 Ceravolo, Suely Moraes. Uma análise sobre museus na década de 1940: o estudo de José Antonio do Prado Valladares. Hist. cienc. saude-Manguinhos, Jun 2012, vol.19, no.2, p.769-777. 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