Abril/2026
Vivian Mannheimer | Casa de Oswaldo Cruz

HCS-Manguinhos, v. 32, 2025. Capa da última leva de artigos. Clique para acessar o volume completo.
O volume 32 da revista História, Ciências, Saúde – Manguinhos, correspondente a 2025, está disponível na íntegra no SciELO. O conjunto reúne 58 artigos, além de entrevista, resenhas e um suplemento temático, com pesquisas sobre saúde pública, história da medicina, circulação de saberes e debates contemporâneos. Confira o volume 32, 2025, todo em acesso aberto no SciELO.
Última capa de 2025 homenageia publicação centenária sobre saúde infantil
A imagem da capa, assinada pelo designer Fernando Vasconcelos, foi inspirada no Alphabeto da saúde da criança, publicação lançada há cem anos pela Diretoria de Saúde Pública do Estado do Rio de Janeiro em colaboração com a American Child Health Association. A referência é explorada por Heloísa Helena Pimenta Rocha, da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas, no artigo De Nova York para o Rio de Janeiro: a viagem de um livro, 1925, que analisa os intercâmbios entre Brasil e Estados Unidos em torno da educação sanitária infantil e a circulação transnacional de impressos voltados ao ensino de higiene e saúde.
Seção Análise reúne temas centrais para a história da saúde e da ciência
Um dos destaques do volume é o artigo sobre anemia falciforme, que amplia o debate sobre raça, saúde, medicina e desigualdades no Brasil, em diálogo com questões históricas e contemporâneas relacionadas ao diagnóstico, à circulação de saberes médicos e às políticas de saúde.
Também integra o volume um artigo sobre divulgação científica, dedicado às visitas familiares ao QuitoZoo, no Equador, que investiga como experiências como essa podem estimular a aprendizagem e fortalecer vínculos afetivos com a biodiversidade.
Na seção de Revisão Historiográfica, destaca-se o artigo Ricardo Waizbort (IOC/Fiocruz) e Francisco Dionísio (Universidade de Lisboa), que examina as controvérsias científicas e sociopolíticas em torno das origens da Covid-19, abordando o contraste entre hipóteses de transbordamento natural e de vazamento laboratorial, bem como seus desdobramentos no debate público.
Artigos publicados em inglês e espanhol reforçam o compromisso da revista com a internacionalização
O volume 32 reúne também artigos publicados em inglês e espanhol, reforçando a circulação internacional da revista. Entre eles, consta o estudo de Victor Rafael Limeira-da Silva, do Museu de Astronomia e Ciências Afins (Mast), sobre a caixa de remédios Tabloid utilizada por Alexander Hamilton Rice em sua expedição à Amazônia, em 1919-1920, abordando a circulação de objetos, práticas e saberes. Nessa mesma linha, seguem ainda o artigo sobre o impacto das epidemias no desenvolvimento do interior de Taiwan durante a dinastia Qing, assinado por Junling Huang e Qiying Wang, da Universidade de Xiamen, na China; o texto de Ana Barahona e colaboradores sobre o ensino da história da ciência em contexto global, a partir de uma experiência na Universidade Nacional Autônoma do México; o estudo de Martín Manzanares Ruiz, da mesma instituição, sobre o papel da Organização Pan-Americana da Saúde na consolidação da saúde mental na agenda latino-americana durante a Guerra Fria; e o artigo de Joaquín Molina, da Universidade Nacional de San Martín, sobre a construção da cirurgia estética como “terapêutica psicológica” na Argentina na primeira metade do século XX.
Entrevista, suplemento temático e resenhas
O volume traz ainda uma entrevista com o historiador Marius Turda, professor e diretor do Centre for Medical Humanities da Oxford Brookes University, no Reino Unido, concedida à jornalista Vivian Mannheimer. Na conversa, o pesquisador analisa a permanência de ideias eugênicas no século 21, mostrando como esses legados se manifestam em acontecimentos recentes, como a pandemia de covid-19, o assassinato de George Floyd e discursos de líderes políticos contemporâneos.
A edição de 2025 também traz o suplemento temático, “Coleções coloniais e pós-coloniais em Portugal: reconstituir trajetórias e repensar narrativas”, dedicado à análise crítica dos legados coloniais em museus e instituições científicas portuguesas, em diálogo com debates sobre restituição, reparações e responsabilidade histórica. Para completar, podem ser acessados diversas resenhas de livros, de temas variados relativos à história das ciências e da saúde.
Confira na íntegra o volume 32, 2025, com todos os artigos publicados em acesso aberto!
Leia sobre o conteúdo do volume 32 no Blog de HCS-Manguinhos:
Com 25 lições em 27 páginas, obra foi traduzida e adaptada para o português pelo médico-educador José Paranhos Fontenelle da original Child health alphabet, de Mrs. Frederick Peterson (Nova York, 1918). Leia artigo de Heloísa Helena Pimenta Rocha, da Unicamp.
Coleções coloniais e pós-coloniais de instituições culturais e científicas de Portugal estão em discussão no suplemento de 2025 da revista HCS-Manguinhos
Artigo na revista HCS-Manguinhos (v. 32, suplemento, 2025) estimula reflexões pós-coloniais a partir de quatro obras de artistas africanos ou de ascendência africana da coleção do Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, Portugal
Revista HCS-Manguinhos publica resenha do livro Miradas coloniales: fotografía antropológica y colonialismo visual, de Miguel Ángel Puig-Samper (Madrid: Catarata, 2024)
Dois livros para refletir sobre a ciência ganharam resenhas na revista História, Ciências, Saúde – Manguinhos (v. 32, 2025): Uma outra ciência é possível: manifesto por uma desaceleração das ciências, de Isabelle Stengers, e Handbook for the historiography of science, de Mauro Lúcio Condé e Marlon Salomon. Confira!
Pesquisadores brasileiros e equatorianos estudaram experiências familiares de visita ao zoológico de Quito, Equador, e publicaram artigo na revista HCS-Manguinhos (v. 32, 2025)
As obras de dois artistas internados no manicômio em épocas diferentes é tema de artigo na revista História, Ciências, Saúde – Manguinhos (v. 32, 2025)
Artigo na revista História, Ciências, Saúde – Manguinhos (v. 32, 2025) aborda o imaginário sobre a natureza tropical no contexto do imperialismo europeu do século XIX, tendo as palmeiras como personagem central
Nova leva de artigos da edição anual (v. 32, 2025) já está no ar
Aplicada em Benim, Gana e Senegal, estratégia brasileira é alternativa à diretriz global de controle reprodutivo de pacientes, escreve Juliana Manzoni Cavalcanti na revista HCS-Manguinhos
Pesquisadores estudam experiência pedagógica do Grupo Escolar Rural a partir do acervo histórico institucional
Em artigo na revista HCS-Manguinhos, a pesquisadora Gabriela Santi Pacheco analisa as funções femininas na promoção do projeto eugênico de Estado nos anos 1930
Inaugurado em 1895, o Parque Zoobotânico do Museu foi expandido por quase cinquenta anos. Pesquisadores revelam como a expansão impactou a população local, como discursos políticos justificaram a remoção de moradores e analisam processo de expropriação e resistência social
Como a defesa de um território pode estar relacionada aos cuidados com a saúde do corpo? Pesquisa sobre um movimento social na França nos anos 1970 demonstrou como as dimensões se interligaram. Leia artigo na revista HCS-Manguinhos.
Artigo na revista HCS-Manguinhos analisa as reformas comandadas por ator social emblemático da época: José Coelho da Gama e Abreu
Em 1929, a ornitóloga Emília Snethlage fez uma expedição a Porto Velho, RO, para estudar aves, mas no meio da viagem foi achada morta na cama do hotel. Documentos sobreviveram ao incêndio do Museu Nacional em 2018.
Artigo de Fábio Alexandre dos Santos, da Unifesp, reflete sobre como o Código de Águas, de 1934, proposto essencialmente para regular o setor de geração de energia hidrelétrica, trouxe ao debate questões relativas à salubridade, aos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário, à poluição e à proteção da natureza.
Ricardo Waizbort, do IOC/Fiocruz, e Francisco Dionísio, da Universidade de Lisboa, analisam as obras Viral, de Alina Chan e Matt Ridley, e Sem fôlego, de David Quammen. Identificar as origens do novo coronavírus – o SARS-CoV-2, causador da pandemia -, é necessário para evitar outras pandemias.
Para Ricardo Waizbort, do Instituto Oswaldo Cruz/Fiocruz, enquanto instâncias geopolíticas e a sociedade civil não resolverem o impasse em que nosso padrão de vida e exploração de recursos nos coloca, estaremos sob risco de desastres como a pandemia. Autor de artigo, ele concedeu entrevista ao Blog de HCS-Manguinhos.
A obra As Grandes Invenções, do francês Louis Figuier, é analisada pelo historiador da ciência Breno Arsioli Moura, da UFABC, em artigo na revista HCS-Manguinhos
Visitas ao Maloka, museu de ciências em Bogotá, Colômbia, foram gravadas por câmeras acopladas em crianças. Leia sobre o estudo em artigo na HCS-Manguinhos!
Estudo publicado em HCS-Manguinhos sobre história das “terapias” de conversão sexual alerta para prática violenta
No ano em que o SUS completa 35 anos e a COP30 é realizada em Belém, História, Ciência, Saúde – Manguinhos publica o artigo “O ativismo HIV/aids e o Sistema Único de Saúde em Belém do Pará, 1990-2003”, de Paulo Henrique Souza dos Santos e Carlos Henrique Assunção Paiva, da COC/Fiocruz
Pesquisa analisa correspondências enviadas entre 1945 a 1949 à filial da Cruz Vermelha Brasileira em Porto Alegre, RS, por deslocados do Leste europeu para a Alemanha, pedindo o envio de mantimentos. Leia artigo publicado na revista HCS-Manguinhos.
Artigo na revista História, Ciências, Saúde – Manguinhos aborda a importância do médico brasileiro para as discussões, nos âmbitos nacional e internacional, a respeito da formação de profissionais da saúde e de suas contribuições para a construção de uma proposta crítica para a cooperação Sul-Sul em saúde.
Primeira leva de publicações de 2025 da revista traz oito artigos, uma entrevista e nove resenhas de livros. Acesse já!
Angelo Tenfen Nicoladeli escreve resenha sobre o livro Permanent markers – race, ancestry and the body after the genome, de Sarah Abel, ainda não traduzido para o português