Março/2026
Nos anos 1930, a Ação Integralista Brasileira – maior organização fascista atuante no Brasil – contava com mulheres na promoção do seu projeto eugênico de Estado, revela a pesquisadora Gabriela Santi Pacheco, doutoranda no Programa de Pós-graduação em História da Universidade Federal de Juiz de Fora, MG, no artigo Integralismo e eugenia: o papel das mulheres no projeto de regeneração nacional do fascismo brasileiro, publicado na revista História, Ciências, Saúde – Manguinhos (v. 32, 2025).

As chamadas “blusas-verdes” desempenhavam funções como agentes políticas, promovendo ideais de regeneração social e aprimoramento racial que seriam possíveis através de modelos de família, educação e saúde, baseados em comportamentos próprios para homens, mulheres e crianças.
Com base em fontes impressas – os periódicos A Offensiva, Anauê!, Brasil Feminino e Monitor Integralista – a pesquisadora, que é colaboradora do Centro de Estudos Interdisciplinares da Universidade de Coimbra, desenvolveu um estudo sobre as relações entre o integralismo brasileiro, o modernismo e a eugenia.
Leia na revista HCS-Manguinhos:
Integralismo e eugenia: o papel das mulheres no projeto de regeneração nacional do fascismo brasileiro, artigo de Gabriela Santi Pacheco (História, Ciências, Saúde – Manguinhos, v. 32, 2025)
Leia também:
As mulheres no movimento eugênico brasileiro
Em nota de pesquisa publicada na revista História, Ciências, Saúde – Manguinhos (v. 31, 2024), Thayná Soares de Almeida Vieira, doutoranda em História das Ciências e da Saúde na Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, escreve sobre a produção de duas mulheres, Ítala Silva de Oliveira e Eunice Penna Kehl, de 1918 a 1936




