As questões de uma história global das técnicas

Maio/2026

Capa do livro 'Global History of Techniques, 19th-21st Centuries', Brepols Publishers, 2024. Foto de divulgação/Brepols.

Capa de Global History of Techniques, 19th-21st Centuries, Brepols, 2024. Foto de divulgação.

Para comemorar este Dia Internacional do Trabalho, 1o de maio de 2026, divulgamos a resenha As questões de uma história global das técnicas (História, Ciências, Saúde – Manguinhos, v. 32, 2025), de Rafael Dalyson Souza, doutorando do Programa de Pós-graduação em História das Ciências/Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz, com período sanduíche na Université Paris Nanterre, na França.

Souza nos apresenta a coletânea Global History of Techniques, 19th-21st Centuries, obra de destaque no campo da história das ciências lançada em 2024 pela editora belga Brepols e organizada pelos historiadores franceses Guillaume Carnino, Liliane Hilaire-Pérez e Jérôme Lamy, especialistas no campo da história das ciências e das técnicas.

Com 45 capítulos estruturados em três partes, a coletânea reúne trabalhos de um amplo grupo de pesquisadores dedicados ao estudo da história das técnicas no contexto da ascensão da história global. Esta estrutura visa priorizar temáticas específicas e evitar divisões temporais ou geográficas, como Ocidente e Oriente.

A primeira parte, Techniques across the world, aborda, de modo não evolutivo, técnicas desde a Oceania, passando por América Latina, Oriente Médio, Magreb, Ásia, Europa e EUA, e apresenta questões importantes como o encontro de culturas por meio da técnica, a discussão historiográfica sobre o tema na América Latina e o desenvolvimento da noção americana de tecnociência.

A segunda parte, Artefacts, processes, sectors, examina artefatos e setores específicos, como a indústria têxtil, técnicas de pesca, telecomunicações e engenharia.

A terceira e última parte, Connections, aborda temas contemporâneos, incluindo técnicas em contextos de guerra, feminismo, reciclagem e obsolescência programada.

Segundo Souza, os autores discutem, em primeiro lugar, a existência de categorias centrais para a afirmação do campo, como os termos “técnica” e “tecnologia”. “Este último, até o século XVIII, referia-se a um discurso sobre a técnica, ou seja, uma ciência voltada para as práticas, artes e manufaturas. Com a ascensão da indústria no século XX, entretanto, essa acepção original caiu em desuso, e o termo passou a designar uma ciência aplicada”, revela.

Leia em HCS-Manguinhos:

As questões de uma história global das técnicas , resenha de Rafael Dalyson Souza sobre o livro “Global history of techniques” (História, Ciências, Saúde – Manguinhos, v. 32, 2025)

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