A vocação da sociologia brasileira no Iuperj, meados dos anos 1970

1o de abril de 2025

Iuperj, fundado em 1969

Iuperj, fundado em 1969

Os governos militares foram altamente ambíguos em relação às ciências, afirmam os pesquisadores Luiz Augusto Campos e José Szwako, do Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Iesp/Uerj), antigo Iuperj.

Campos e Szwako assinam o artigo Unidos na diferença: sobre a vocação da sociologia brasileira no Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro, 1973-1977, publicado na revista História, Ciências, Saúde – Manguinhos (v. 31, 2024).

Segundo os autores, do ponto de vista da política científica dos governos militares, agências criadas antes mesmo de 1964, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Capes, passaram a se conformar no período ditatorial como instâncias centrais na profissionalização e na institucionalização do fomento às nossas prática e comunidade científicas. Por outro lado, eles explicam que “devido à vigilância imposta aos quadros das faculdades de filosofia que permaneceram na universidade mesmo após os expurgos pós-1968, as ciências humanas foram o sócio menor e temporão nas formas e fontes de financiamento da pesquisa cientifica no país”.

O artigo discute a vocação científica consagrada pela primeira geração (1973-1977) de pesquisadores do Programa de Pós-graduação em Sociologia do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj). Embora visto como berço da moderna ciência política brasileira, pouco se sabe sobre a sociologia do Iuperj. Baseados em documentos, entrevistas e bibliografia secundária, os autores buscam “nuançar diagnósticos sobre essa geração, ora vista como excessivamente heterogênea, ora como pouco original se comparada à ciência política iuperjiana”.

“Na vocação daquela geração, o elogio à especialização teórico-metodológica era parte central de uma sociologia política que buscava dar respostas às demandas de uma sociedade na encruzilhada entre modernização e redemocratização”, explicam.

Leia na revista História, Ciências, Saúde – Manguinhos:

Unidos na diferença: sobre a vocação da sociologia brasileira no Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro, 1973-1977, artigo de Luiz Augusto Campos e José Szwako (v. 31, 2025)