Outubro/2013
Maurício Meireles | O Globo Atrás da biblioteca — ou “brilhoteca”, como diz a placa na porta —, Paulo Rónai gostava de espreitar os lagartos que vinham até o galinheiro comer os ovos. Era preciso pisar leve, para não espantar os bichos. Outras vezes, ele passava momentos distraído com os peixes no lago do jardim ou os pássaros atraídos pelas árvores. Mas eram apenas distrações, porque o homem passava a maior parte do dia em sua biblioteca, lendo e escrevendo, ou respondendo às cartas que chegavam de todo o mundo — de amigos, conhecidos ou ex-alunos. O intelectual húngaro naturalizado brasileiro morreu em 1992, ao fim de uma luta contra o câncer na garganta. Desde então, tudo o que leu e escreveu naquele espaço ao lado do galinheiro — em seu sítio, na Região Serrana do Rio — está do jeito que ele deixou. Ao longo das últimas décadas, a família tentou fazer o melhor para preservar o acervo, mas sabia que o ambiente da serra, tão úmido, estava longe de ser o ideal. “Intenção nunca foi fazer leilão” Agora o problema está resolvido. Nas últimas três semanas, duas das maiores instituições de ensino e pesquisa do país — a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) — estiveram envolvidas em uma disputa acirrada para comprar o acervo de Paulo Rónai. Quem levou foi a USP, que recebeu a resposta das herdeiras de Paulo Rónai na última sexta-feira. A primeira oferta foi feita pela UFMG. De lá para cá, houve propostas de lado a lado, mas a família não revela por quanto o negócio foi selado. Leia aqui a matéria completa Fonte: O Globo
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Herdeiros decidem vender acervo de Paulo Rónai para a USP
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