Maio/2026

Milton Santos jovem. Acervo pessoal.
Nascido há exatos cem anos, em 3 de maio de 1926, em Brotas de Macaúbas, no interior da Bahia, Milton Santos formou-se em Direito pela Universidade Federal da Bahia em 1948, mas ficou conhecido no exterior como geógrafo, ao utilizar a geografia como ferramenta de interpretação do mundo contemporâneo a partir da realidade dos países periféricos.
Com uma tese sobre a dinâmica urbana do centro de Salvador e as contradições do espaço nas cidades brasileiras, Milton Santos doutorou‑se em Geografia em 1958 pela Universidade de Estrasburgo, na França.
Após 1964, exilou-se em vários países, tendo trabalhado em importantes universidades na França, EUA e Tanzânia. Retornou ao Brasil em 1977, para ter seu filho. Nesta época, já tinha clareza da importância da geografia crítica, que ganhava força no país.
Em 1978, são publicados em português seus livros Por uma geografia nova e O trabalho do geógrafo no Terceiro Mundo.

Milton Santos na sua identidade da ONU. Acervo pessoal. Fotos reproduzidas do site www.miltonsantos.com.br
Santos trocava muitas cartas com outros intelectuais. No artigo O périplo do exílio de Milton Santos e a formação de sua rede de cooperação, publicado na revista História, Ciências, Saúde – Manguinhos (v. 25, n.2, abr./jun. 2018), o geógrafo Breno Viotto Pedrosa analisa um período pouco explorado de sua trajetória: entre 1982 a 1985.
O autor descobriu numa caixa de correspondências no acervo de Milton Santos cartas trocadas com outros intelectuais que revelam as suas relações sociais e como editor científico durante o exílio.
“Milton Santos torna-se figura propulsora da geografia crítica devido às obras impactantes que publica, aos lugares que visitou e aos contatos que estabeleceu”, afirma Viotto Pedrosa.
Leia no Blog e na revista HCS-Manguinhos:
As cartas de Milton Santos
Josué de Castro: um manual de geografia em 1939



