Março/2026

Marcos Cueto. Foto de Vitor Vogel (COC/Fiocruz)
Um artigo assinado na revista Carta Capital e uma entrevista concedida à revista Asclepio colocam o historiador Marcos Cueto, pesquisador da Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz e ex-editor-científico da revista História, Ciências, Saúde – Manguinhos, no foco das atenções, quando os temas são a proposta do presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, de substituir a Organização Mundial da Saúde (OMS) por um novo organismo internacional a ser criado, e a história das epidemias.
No artigo intitulado Anarquia na saúde global, publicado em 16 de março, Cueto afirma que a proposta de substituir ou esvaziar a OMS revela uma estratégia que pode desorganizar a governança sanitária internacional e ampliar desigualdades no enfrentamento de epidemias.
“Publicado em setembro de 2025 pelo Departamento de Estado, esse documento substitui o paradigma da ajuda internacional por um modelo baseado na expansão de mercados em favor de empresas norte-americanas e na priorização da proteção dos Estados Unidos”, critica Cueto.
Leia o artigo na íntegra na Carta Capital.
História das epidemias
Tema que entrou em foco com a pandemia de Covid-19, a história das epidemias é o assunto da entrevista de Marcos Cueto à revista Asclepio. Revista de Historia de la Medicina y de la Ciencia, publicada em 18 de fevereiro de 2026. Intitulada “Epidemias” , a entrevista concedida a Leida Fernández Prieto e José Ramón Marcaida López integra o dossiê especial Miradas historiográficas sobre historia de la ciencia y de la medicina en el 75º aniversario de Asclepio (1949-2024).
Cueto afirma que, no campo da história de epidemias, continua sendo um desafio aos pesquisadores dar maior atenção às vozes marginalizadas, como pacientes e suas famílias e profissionais de saúde de emergências, e incorporar sistematicamente as experiências de grupos historicamente sub-representados, como mulheres, povos indígenas e migrantes.
Outro campo ainda pouco desenvolvido, segundo Cueto, é a história ambiental das doenças, que requer a investigação das conexões entre mudanças climáticas, perda de biodiversidade, transformações de ecossistemas e o surgimento de novas doenças infecciosas. Leia na íntegra:
Entrevista a Marcos Cueto: Epidemias Asclepio. Revista de Historia de la Medicina y de la Ciencia 77 (2) julio-diciembre 2025, 1446. https://asclepio.revistas.csic.es/index.php/asclepio/article/view/1446/2321
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