Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher, 40 anos de uma história: entrevista com Ana Maria Costa

Março/2026

Ana Maria Costa. Foto: arquivo pessoal

Ana Maria Costa. Foto: arquivo pessoal

Ana Maria Costa, médica sanitarista, militante da reforma da saúde, ativista feminista, gestora de saúde, pesquisadora e professora universitária, tem uma carreira profissional e política que se confunde com a própria história do Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher. Conhecida como Paism, essa política foi lançada em 1983, ainda sob um regime ditatorial civil-militar, alguns anos antes de eventos como a oitava Conferência Nacional de Saúde (1986) e a Assembleia Nacional Constituinte (1986-1988), que consagraram a universalidade, a equidade e a integralidade como princípios fundamentais do Sistema Único de Saúde (SUS). 

Como técnica da Divisão Nacional de Saúde Materno-infantil do Ministério da Saúde, do final dos anos 1970 até sua extinção, no início da década de 1980, Ana foi testemunha e partícipe das controvérsias que envolveram a questão do “planejamento familiar” e as tentativas de introdução de um programa estatal de controle demográfico no Brasil na segunda metade do século XX. E, ainda mais relevante, ela foi pessoa-chave na concepção e elaboração de uma política de saúde inovadora, que ofereceria uma alternativa progressista a essas controvérsias, fundamentada nos princípios da integralidade na atenção à saúde, da autonomia e dos direitos reprodutivos das mulheres, o Paism. É a história dessa política, do contexto em que ela foi criada, das disputas que estavam envolvidas e da geração que a levou adiante que Ana nos conta nesta entrevista, realizada em maio de 2023, ano em que o Paism chegou aos seus 40 anos.

Leia na revista História, Ciências, Saúde – Manguinhos: