{"id":7007,"date":"2017-02-20T13:10:56","date_gmt":"2017-02-20T16:10:56","guid":{"rendered":"http:\/\/www.revistahcsm.coc.fiocruz.br\/english\/?p=7007"},"modified":"2017-02-20T13:29:49","modified_gmt":"2017-02-20T16:29:49","slug":"eugenia-latina-em-contexto-transnacional-e-tema-de-historia-ciencias-saude-manguinhos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistahcsm.coc.fiocruz.br\/english\/eugenia-latina-em-contexto-transnacional-e-tema-de-historia-ciencias-saude-manguinhos\/","title":{"rendered":"Eugenia latina em contexto transnacional \u00e9 tema de \u2018Hist\u00f3ria, Ci\u00eancias, Sa\u00fade \u2013 Manguinhos\u2019"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: right;\">Fevereiro\/2017<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Glauber Gon\u00e7alves | Casa de Oswaldo Cruz<\/p>\n<div id=\"attachment_7008\" style=\"width: 310px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0104-597020160009&amp;lng=pt&amp;nrm=iso\" target=\"_blank\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-7008\" class=\"wp-image-7008 size-full\" src=\"http:\/\/www.revistahcsm.coc.fiocruz.br\/english\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/CAPASUPLEMENTO_2016_vert.jpg\" width=\"300\" height=\"427\" srcset=\"https:\/\/revistahcsm.coc.fiocruz.br\/english\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/CAPASUPLEMENTO_2016_vert.jpg 300w, https:\/\/revistahcsm.coc.fiocruz.br\/english\/wp-content\/uploads\/2017\/02\/CAPASUPLEMENTO_2016_vert-211x300.jpg 211w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-7008\" class=\"wp-caption-text\">Clique na capa para ver o sum\u00e1rio da edi\u00e7\u00e3o<\/p><\/div>\n<p>Com artigos que abordam temas que v\u00e3o da implementa\u00e7\u00e3o do sistema antropom\u00e9trico nas pol\u00edcias de Argentina, Uruguai e Brasil a partir da \u00faltima d\u00e9cada do s\u00e9culo 19 \u00e0 esteriliza\u00e7\u00e3o de milhares de pessoas em abrigos e hospitais p\u00fablicos no estado norte-americano da Calif\u00f3rnia entre as d\u00e9cadas de 1920 a 1950, a revista <em>Hist\u00f3ria, Ci\u00eancias, Sa\u00fade \u2013 Manguinhos<\/em> publica uma edi\u00e7\u00e3o especial que revisita, numa perspectiva transnacional, o conceito de \u201ceugenia latina\u201d, proposto no livro <em>A hora da eugenia<\/em>, publicado em 1991 por Nancy Stepan.<\/p>\n<p>\u201cEste n\u00famero especial nos leva a refletir sobre a persist\u00eancia de pr\u00e1ticas eug\u00eanicas mesmo ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial e a correspondente desestrutura\u00e7\u00e3o da eugenia como movimento organizado\u201d, afirmam os editores convidados em sua carta. \u201cA elei\u00e7\u00e3o de Donald Trump nos Estados Unidos, o crescimento de movimento xen\u00f3fobos na Europa, a insistente presen\u00e7a da ideia de \u2018ra\u00e7a\u2019 e o fortalecimento de uma pauta contr\u00e1ria aos direitos das minorias no Brasil e na Am\u00e9rica Latina mostram a atualidade do tema tratado.\u201d<\/p>\n<p>O artigo que abre este n\u00famero de <em>HCS \u2013 Manguinhos<\/em> discute o pensamento do historiador ingl\u00eas Robet Southey, autor de <em>History of Brazil<\/em>, para quem a mistura de ra\u00e7as que teve lugar na Am\u00e9rica lusitana teria sido positiva por legar aos seus herdeiros o temperamento empreendedor portugu\u00eas e a infatigabilidade ind\u00edgena. A autora do artigo observa que a possibilidade de o clima alterar o temperamento de pessoas n\u00e3o nativas de determinada regi\u00e3o era cren\u00e7a difundida desde antes mesmo do descobrimento do continente americano.<\/p>\n<p>Esta edi\u00e7\u00e3o traz uma an\u00e1lise das conex\u00f5es e di\u00e1logos internacionais que envolveram a eugenia brasileira no in\u00edcio do s\u00e9culo 20. Partindo dos projetos eug\u00eanicos e das controv\u00e9rsias entre Renato Kehl e Edgard Roquette-Pinto, duas lideran\u00e7as do movimento eug\u00eanico brasileiro, o autor investiga o contato deles com os movimentos eug\u00eanicos de pa\u00edses como EUA, Alemanha, Inglaterra, Su\u00e9cia e Noruega, e busca demonstrar que as conex\u00f5es desses pesquisadores com a \u201clinha dominante\u201d do pensamento eug\u00eanico foram mais amplas e difusas do que se supunha.<\/p>\n<p>Outro artigo aborda os estudos biotipol\u00f3gicos regionais e a constru\u00e7\u00e3o dos discursos biodeterministas sobre a identidade brasileira nos anos 1930. Nesse contexto, pesquisas biotipol\u00f3gicas foram realizadas para determinar o tipo corporal normal do brasileiro, destacando-se aquelas sobre o perfil corporal de regi\u00f5es espec\u00edficas, como Nordeste e S\u00e3o Paulo. O autor demonstra que tais estudos reverberaram vis\u00f5es racialistas, normalizadoras e excludentes e contribu\u00edram para a constru\u00e7\u00e3o de uma identidade corporal brasileira miscigenada.<\/p>\n<p>Este n\u00famero inclui ainda um artigo que traz \u00e0 tona uma vertente punitiva e coercitiva da eugenia franquista, na Espanha, e sua participa\u00e7\u00e3o na brutal repress\u00e3o aos inimigos do regime, constituindo sua identidade como antiespanhola. O estudo aponta que a Igreja Cat\u00f3lica aceitou a eugeneia, sempre que esta n\u00e3o estivesse vinculada ao neomaltusianismo nem defendesse a esteriliza\u00e7\u00e3o, os m\u00e9todos contraceptivos e o aborto. Outro trabalho se det\u00e9m sobre estudos datados da d\u00e9cada de 1990 acerca da presen\u00e7a dominante da eugenia positiva na Argentina moderna.<\/p>\n<p>Completam a edi\u00e7\u00e3o uma avalia\u00e7\u00e3o cr\u00edtica da participa\u00e7\u00e3o dos eugenicistas portugueses na \u201ceugenia latina\u201d; um artigo sobre a proje\u00e7\u00e3o internacional do estat\u00edstico e eugenista italiano Corrado Gini e sua nomea\u00e7\u00e3o como presidente inaugural da Federa\u00e7\u00e3o Latina Internacional de Sociedades Eug\u00eanicas; e um estudo que joga luz sobre os primeiros passos na peculiar alian\u00e7a estabelecida entre evolucionismo, medicina e racismo cient\u00edfico no Brasil desde a d\u00e9cada de 1870, a partir da trajet\u00f3ria do m\u00e9dico, jornalista e militante republicano Domingos Guedes Cabral.<\/p>\n<p>A se\u00e7\u00e3o depoimento deste n\u00famero traz duas entrevistas. Na primeira, Warwick Anderson, um dos principais historiadores de ci\u00eancia e ra\u00e7a da Austr\u00e1lia, discute sua preocupa\u00e7\u00e3o atual com a circula\u00e7\u00e3o de conhecimentos raciais e materiais biol\u00f3gicos, al\u00e9m da forma\u00e7\u00e3o de redes de estudos raciais no sul global durante o s\u00e9culo 20. O segundo entrevistado \u00e9 o historiador e diretor do Lemann Institute, Jerry D\u00e1vila, brasilianista e especialista nas rela\u00e7\u00f5es entre eugenia, ra\u00e7a e educa\u00e7\u00e3o. Entre outros temas, ele fala sobre os desafios em torno das pesquisas sobre eugenia na atualidade.<\/p>\n<p><strong><a href=\"http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_issuetoc&amp;pid=0104-597020160009&amp;lng=pt&amp;nrm=iso\" target=\"_blank\">Acesse o sum\u00e1rio da edi\u00e7\u00e3o (vol.23,\u00a0supl.1,\u00a0dez.\u00a02016)<\/a><\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00famero especial discute a persist\u00eancia de pr\u00e1ticas eug\u00eanicas ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial e a desestrutura\u00e7\u00e3o da eugenia como movimento organizado<\/p>\n","protected":false},"author":6,"featured_media":7009,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_price":"","_stock":"","_tribe_ticket_header":"","_tribe_default_ticket_provider":"","_tribe_ticket_capacity":"0","_ticket_start_date":"","_ticket_end_date":"","_tribe_ticket_show_description":"","_tribe_ticket_show_not_going":false,"_tribe_ticket_use_global_stock":"","_tribe_ticket_global_stock_level":"","_global_stock_mode":"","_global_stock_cap":"","_tribe_rsvp_for_event":"","_tribe_ticket_going_count":"","_tribe_ticket_not_going_count":"","_tribe_tickets_list":"[]","_tribe_ticket_has_attendee_info_fields":false,"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[853,854],"class_list":["post-7007","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-more-news","tag-eugenia","tag-raca"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistahcsm.coc.fiocruz.br\/english\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7007","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistahcsm.coc.fiocruz.br\/english\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistahcsm.coc.fiocruz.br\/english\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistahcsm.coc.fiocruz.br\/english\/wp-json\/wp\/v2\/users\/6"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistahcsm.coc.fiocruz.br\/english\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7007"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/revistahcsm.coc.fiocruz.br\/english\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7007\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7013,"href":"https:\/\/revistahcsm.coc.fiocruz.br\/english\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7007\/revisions\/7013"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistahcsm.coc.fiocruz.br\/english\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7009"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistahcsm.coc.fiocruz.br\/english\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7007"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistahcsm.coc.fiocruz.br\/english\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7007"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistahcsm.coc.fiocruz.br\/english\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7007"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}